Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Neste Natal sugerimos que ofereça um presente solidário. Com o indispensável apoio das empresas Kapha Five (K5) e URBANOS PRESS, a Médicos do Mundo (MdM) disponibiliza opções diferenciadas para prendas especiais. Faça já as suas encomendas. Contribua para os projectos da Associação!

 

No âmbito da sua política de responsabilidade social, a K5, empresa de merchandising e comunicação, e a URBANOS PRESS, empresa de logística do Grupo URBANOS, juntaram-se neste Natal à MdM para uma campanha de angariação de fundos a favor dos projectos da Associação, cujo mote é “Somos 100% a favor da Médicos do Mundo”.

 

As duas empresas disponibilizam peças da primeira Colecção Mescla “Pop Art Nacional” (powered by Kapha Five - K5), soluções destinadas a todos aqueles que não são indiferentes à alma e cultura lusitanas. As receitas provenientes da venda destes produtos revertem totalmente para a MdM.

 

Escolha aqui os seus presentes solidários, faça as suas encomendas e ajude os projectos da Médicos do Mundo!

 

visualizacao_URBANOS_Anuncio_20141216-02.jpg

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:41

A Médicos do Mundo na luta contra o VIH e SIDA

por Médicos do Mundo, em 16.12.14

Sensibilizar a população portuguesa para a problemática do VIH e SIDA foi o objectivo de um conjunto de acções promovidas pela Médicos do Mundo (MdM) durante a Semana Europeia do Teste VIH, de 21 a 28 de Novembro, e que se estenderam ao Dia Mundial de Luta Contra o VIH e SIDA, a 1 de Dezembro. Desde 1985 já foram contabilizados em Portugal mais de 47 mil novos casos de infecção.


Durante a Semana Europeia do Teste VIH, este ano subordinada ao tema "Fala sobre o VIH. Faz o Teste!", a MdM realizou rastreios e sessões de educação para a saúde sobre temas como “Prevalência do VIH”, “O que é o VIH e a SIDA”, “Comportamentos de risco”, “Formas de transmissão do VIH”, “Formas de não transmissão do VIH”, “Pré-teste, teste e pós-teste” e “Tratamento”. Estas actividades decorreram junto de algumas instituições da rede social do Porto e Vila Real, nomeadamente AMI Gaia, Albergues Nocturnos do Porto, Centro Social e Paroquial de S. Nicolau e Unidade Habitacional de Santo António (UHSA).


No total foram realizados 71 rastreios, sendo o resultado destes não reactivos na sua totalidade. A maioria dos indivíduos que realizou o rastreio relata comportamento sexual de risco, tendo uma minoria relatado uso de drogas injectáveis. Da população rastreada cinco indivíduos relatam Infecções Sexualmente Transmissíveis no último ano. É de salientar que apenas 30 indivíduos relataram ter realizado teste de VIH anteriormente, tendo sido o resultado não reactivo.


No Dia Mundial de Luta Contra o VIH e SIDA foram organizadas várias actividades na Praça dos Leões, no Porto, com a participação de outras organizações como a Abraço e o CAD. No total foram realizados pela MdM mais de 23 testes no local. A média de idades das pessoas rastreadas situou-se nos 34 anos, predominantemente heterossexuais, 47% do sexo masculino e 53% do sexo feminino. Também nesta acção verificamos uma elevada percentagem de pessoas que faziam o rastreio pela 1ª vez (60,87%), dado preocupante tendo em conta a média de idades e o facto de 73,90% das pessoas rastreadas afirmar que não utilizou preservativo na última relação sexual. Por fim, e no que toca a exposição ao risco, 56,52% das pessoas afirma ter tido relações sexuais vaginais sem preservativo, 8,69% afirmam ter tido relações sexuais anais e vaginais, anais e orais sem preservativo e 21,74% ter tido acidente com preservativo. De notar que várias categorias se podem sobrepor na mesma pessoa.

 

IMG_2827.JPG

 Acção de Sensibilização da Representação Norte da Médicos do Mundo
Crédito foto: ©Arquivo MdM

 

Em Lisboa, a Unidade Móvel da MdM esteve em diferentes locais da cidade, um dia no Concelho de Loures e, em parceria, em duas instituições, no Centro Padre Alves Correia (CEPAC) e no Conselho Português para os Refugiados (CPR). Durante a Semana Europeia do Teste foram realizados 82 testes, distribuídos 720 preservativos e prestada informação sobre VIH. 21 pessoas referiram o comportamento sexual de risco como motivo para a sua realização, 3 o uso de drogas injectáveis e 58 apontaram outras razões. 44 pessoas já haviam realizado o teste anteriormente, sendo que 34 referiram o resultado anterior como não reactivo e 10 não se recordavam. Na ocasião foi registado um resultado reactivo.


Devido à forte adesão, e consequente conhecimento do estatuto serológico dos que participaram, a equipa de Lisboa pondera a disponibilização do teste durante todo o ano, o que já acontece no Porto.

 

Qta.Fonte (2).JPG

 Unidade Móvel da Médicos do Mundo na Quinta da Fonte, em Lisboa
Crédito foto: ©Carla Fernandes

 

 

O VIH e SIDA em Portugal

 

Cerca de três novos casos por dia de infecção por VIH e SIDA foram notificados no ano passado em Portugal, num total de 1093, segundo o relatório “Infecção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de Dezembro de 2013”, divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). Um número que equivale a 10,5 novas infecções por cada 100 mil habitantes. Desde 1985 até ao final de 2013 foram contabilizados mais de 47 mil novos casos.


De acordo com o documento, 20,7% dos casos diagnosticados encontrava-se já no estádio SIDA, ou seja numa situação em que a infecção evoluiu para a doença. Os homens observam o maior número de novos diagnósticos, 2,4 vezes superior ao das mulheres. Metade dos casos refere-se a pessoas com idade igual ou superior a 40 anos e a maioria regista-se na região da Grande Lisboa.


Desde o primeiro caso pediátrico em 1984 registaram-se 479 notificações de novos casos de infecção em crianças, com igual distribuição entre sexos com o modo de transmissão mais frequente o contágio mãe-filho. Após a introdução do rastreio na gravidez, o número de casos diagnosticados tem vindo a diminuir.


O contacto heterossexual é o modo de transmissão mais frequente com 61% dos novos casos, enquanto as relações sexuais entre homens representa 43% e a transmissão por consumo de drogas tem um peso de 7% dos diagnósticos. Em termos etários, os homossexuais tendem a ser mais jovens que os heterossexuais à data do diagnóstico, sendo que metade tem menos de 32 anos.


Quanto à SIDA, em 2013 o INSA recebeu a comunicação de 322 novos casos. Entre 2000 e 2012 registou-se uma redução média anual de 7,4% no número de novos casos de SIDA notificados.


No ano passado morreram 226 pessoas com infecção por VIH, das quais 145 no estadio SIDA. A maior parte destas mortes registaram-se em heterossexuais e indivíduos com história de uso de drogas injectáveis. No entanto, 48% das mortes em heterossexuais ocorreram nos cinco anos subsequentes ao diagnóstico e 55% das mortes em toxicodependentes aconteceram 10 ou mais anos após o diagnóstico de infecção por VIH.

 

 

Diagnóstico tardio em mais de 60% dos casos

 

Mais de 60% dos diagnósticos de VIH em Portugal são realizados tardiamente, comprometendo a eficácia dos tratamentos, o bem-estar dos doentes e a incidência da infecção. O alerta é do Núcleo de Estudos da Infecção ao VIH (NEVIH) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e pretende incentivar a aplicação de medidas de prevenção e diagnóstico precoce.


De acordo com a informação divulgada à Imprensa no final de Novembro pelo NEVIH, Portugal é o terceiro país da União Europeia (UE) com maior taxa de casos de SIDA, tanto em termos de prevalência, como de incidência. A percentagem de diagnósticos tardios representa o dobro da média europeia, uma situação que deverá estar relacionada com a organização dos serviços de saúde, ausência de campanhas dirigidas a grupos de populações com determinadas vulnerabilidades e factores socioculturais complexos.


O NEVIH salienta ainda o número crescente de idosos infectados pelo VIH. Uma vez que a infecção apresenta características de cronicidade, os doentes vivem bem durante mais anos. Outra explicação para esta elevada incidência é a aquisição pelos idosos de fármacos para tratamento da disfunção eréctil: com o prolongamento da vida sexual e os comportamentos sexuais de risco podem ser infectados ou infectar outros.


Citado por vários órgãos de comunicação social, Telo Faria, coordenador do NEVIH, deixa alguns conselhos para uma melhor actuação na área da prevenção: “reforço de acções de educação, informação e prevenção em meio escolar e respectiva articulação com a saúde escolar”, “implementação e reorganização de uma rede de detecção precoce da infecção, com testes rápidos nas unidades de saúde”, para além de planos dirigidos a grupos vulneráveis em parceria com as organizações não-governamentais.

 

imagem 4.JPG

Realização de testes pela Representação Norte da MdM
Crédito foto: ©Arquivo MdM

 

 

Crise com impacto na resposta ao VIH

 

Os cortes orçamentais na assistência e intervenção sociais em Portugal estão a prejudicar a resposta ao VIH, alerta a European AIDS Treatment Group (EATG), uma rede europeia que abrange 110 organizações de 40 países do Velho Continente.


Num relatório lançado em Março deste ano a organização realça que “a legislação prevê acesso universal e medidas de protecção social para as pessoas que vivem com VIH como por exemplo apoio domiciliário e rendimento mínimo. É necessário manter os serviços existentes e, até mesmo, aumentá-los, especialmente no que se refere aos grupos vulneráveis”.


Apesar de em 2012 ter sido mantido o valor proveniente da lotaria nacional alocado ao Programa Nacional para a Infecção VIH e SIDA, foi registada uma diminuição na contribuição do Orçamento de Estado neste âmbito.


Para além das questões financeiras, a EATG sublinha as dificuldades no acesso à saúde por parte dos grupos vulneráveis que incluem o estigma e a descriminação. De acordo com o estudo “Stigma Index Portugal, da responsabilidade de várias organizações nacionais, cerca de 30% dos participantes referiu casos de estigma e descriminação ocorridos nos serviços de saúde ou relacionados com profissionais de saúde.

 

image1.JPG

 Unidade Móvel com realização de testes pela Representação Norte da MdM
Crédito foto: ©Arquivo MdM

 

 

35 Milhões com VIH no mundo

  

Em 2013 existiam 35 milhões de pessoas com VIH em todo o mundo, segundo dados publicados em Julho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Destes, 31,8 milhões de adultos, 16 milhões de mulheres e 3,2 milhões de crianças até aos 15 anos.


No mesmo ano registaram-se 2,1 milhões de novas infecções, das quais 1,9 milhões em adultos e 240 mil em crianças. A SIDA causou a morte de 1,5 milhões de pessoas, nomeadamente 1,3 milhões de adultos e 190 mil crianças.


Em Junho de 2014, 13,6 milhões de pessoas com VIH tinham acesso à terapêutica anti-retroviral, um número que era de 12,9 milhões no ano anterior. Cerca de 38% dos adultos com VIH encontram-se em tratamento, enquanto que essa percentagem nas crianças é de apenas 24%. 

 

 

Acabar com a epidemia até 2030

 

Se o mundo acelerar a abordagem ao problema nos próximos cinco anos será possível acabar com a epidemia da SIDA em 2030, refere o relatório “Fast-Track: ending the AIDS epidemic by 2030” da UNAIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre VIH/SIDA. Segundo o documento poder-se-ia evitar aproximadamente 28 milhões de infecções por VIH e 21 milhões de mortes relacionadas com a SIDA.


Entre os objectivos está alcançar até 2020 os denominados “90-90-90”: 90% das pessoas a viver com VIH que sabem do seu estadio; 90% das pessoas que sabem do seu estadio positivo a realizar tratamento; e 90% das pessoas em tratamento com cargas virais suprimidas. Outros objectivos incluem ainda a redução anual do número de novas infecções em mais de 75% e o alcance de uma taxa de descriminação zero.

 

PB250026.JPG

Realização de testes pela Equipa da MdM em Lisboa

Crédito foto: ©Carla Fernandes

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:37

Campanha de Natal da Yonos apoia Médicos do Mundo

por Médicos do Mundo, em 09.12.14

A Yonos, empresa de comercialização de produtos tecnológicos, quer este ano fazer brilhar o Natal dos que mais precisam. Para isso criou uma campanha para ajudar associações sem fins lucrativos, entre as quais a Médicos do Mundo (MdM).

 

De 1 de Novembro a 31 de Janeiro a Yonos conta com a ajuda de todos para apoiar as associações sem fins lucrativos que queiram aderir à sua campanha de Natal. A cada associação é atribuído um código promocional exclusivo e o da Médicos do Mundo já está disponível.

 

Assim, por cada lanterna de luz solar LUCI comprada em www.yonos.pt, deve inserir o código promocional “LUCI2014NATAL02”, correspondente à Médicos do Mundo. Com a indicação deste código a Yonos doará 1€ por aquisição à MdM.

 

Participe nesta campanha a favor dos projectos da Médicos do Mundo, não esquecendo de inserir o nosso código promocional.

 

A Yonos

A Yonos é uma empresa de comercialização de produtos tecnológicos, que acredita que a vida deve ser simples, segura e divertida e, por isso, tenta levar a inovação ao dia-a-dia de todos.

 

Saiba mais sobre esta iniciativa e a Yonos aqui. 

 

Yonos_peq.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:21

Dia Internacional do Voluntariado – 5 de Dezembro

por Médicos do Mundo, em 05.12.14

Assinala-se hoje, dia 5 de Dezembro, o Dia Internacional do Voluntariado. A Médicos do Mundo (MdM) é uma organização que tem contado ao longo da sua existência com a indispensável colaboração de pessoas das mais variadas áreas para apoiar os seus projectos, no âmbito nacional e internacional.

 

Obrigada a todos os voluntários pela vossa energia, pelo optimismo, pelo compromisso e dedicação com que nos apoiam, quer a nível dos projectos, quer a nível de actividades pontuais. Obrigada pela vossa disponibilidade e pelo grande exemplo de exercício de cidadania que demonstram.

 

Florbela Cordeiro, Coordenadora do Voluntariado da MdM

 

Saiba aqui como pode ser voluntário da Médicos do Mundo.

 

DiadoVoluntariado.jpg

 Crédito foto: Acção de voluntariado (Representação Norte)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:09


Mais sobre mim

foto do autor




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D