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Médicos do Mundo intensifica operações no Nepal

por Médicos do Mundo, em 28.05.15

Depois de se ter estabelecido nas regiões do Nepal com maiores necessidades, a Médicos do Mundo (MdM) está agora a aumentar os seus recursos humanos e materiais para disponibilizar cuidados de saúde primários durante um período mais prolongado. A MdM colabora também na reconstrução do sistema de saúde e no restabelecimento do acesso a água e saneamento.

 

A MdM, que se encontra presente no Nepal com equipas das Delegações de Espanha e França, estabeleceu uma clínica fixa temporária perto da aldeia de Golche, no Distrito de Sindhupalchok, onde estão a ser disponibilizados cuidados primários de saúde a milhares de pessoas da região, tendo sido já realizadas duas mil consultas. Uma segunda clínica móvel está em funcionamento na aldeia de Sunkhani, uma vez que o centro de saúde local ficou completamente destruído.

 

As equipas no terreno preparam a chegada da estação das monções que se inicia em Junho e se prolonga por três meses. Em Sindhupalchok, o maior risco não está nas inundações mas sim no deslizamento de terras – uma situação comum na estação das monções – que pode ter consequências graves em regiões já severamente atingidas pelos terramotos.

 

O risco de epidemias está a aumentar devido às deficientes condições sanitárias e ao inadequado fornecimento de água e saneamento aos sobreviventes. Para ajudar a reduzir o risco, a MdM está a trabalhar em parceria com a organização Solidarités International para disponibilizar soluções como kits de cloração para utilizar em casa, kits de higiene (sabão, escova de dentes, dentífrico e jerrycans) e kits para latrinas domiciliárias com workshops sobre a sua montagem.

 

Estão também a ser avaliadas as necessidades em seis aldeias remotas perto de Golche e Gumba: Tangpatango, Bolde, Gumbatang, Lidi, Sunchagan e Pongapur. Os habitantes destas aldeias têm estado isolados desde que as estradas ficaram cortadas pelos deslizamentos de terras e o colapso de pontes.

 

Várias semanas após o Nepal ter sido atingido por dois terramotos, ainda falta realizar uma avaliação final da tragédia. O último balanço aponta para 8.600 mortos, mais de 17 mil feridos e pelo menos 500 mil pessoas sem casa. Estima-se que 60% das infra-estruturas do país (estradas, centros de saúde e sistema de fornecimento de água) ficou danificada e mais oito milhões de pessoas deverão ter sido atingidas. As necessidades na área da saúde continuam a ser consideráveis com os hospitais completamente sobrelotados.

 

Em solidariedade com o povo nepalês e as equipas que trabalham no terreno, a Delegação Portuguesa da Médicos do Mundo continua a promover uma acção nacional de angariação de fundos, cuja verba será utilizada para apoiar a missão da equipa de Espanha da MdM. Até ao momento já foram angariados mais de 6 mil euros.

 

Participe nesta acção nacional de angariação de fundos da Delegação Portuguesa da Médicos do Mundo. 


Faça o seu donativo através do NIB 0035 0551 00007722130 32.


Contamos com todos nesta missão.  

 

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Aldeia de Golche
Crédito foto: ©Medecins du Monde

 

 

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publicado às 13:48

Para assinalar o Mês do Coração a Médicos do Mundo, através do seu projecto “Saber Viver”, organiza uma Caminhada Comunitária que se realiza na manhã de dia 30 de Maio, com partida das instalações da Paróquia do Espírito Santo, em Lisboa. A iniciativa conta ainda com rastreios de saúde e uma aula de Tai-Chi, terminando com um almoço partilhado.

 

Antes do início da Caminhada Comunitária os participantes vão poder realizar diversos rastreios, nomeadamente colesterol, glicémia, tensão arterial e Índice de Massa Corporal (IMC). Segue-se a partida da caminhada com destino ao Jardim da Alameda, onde decorre a aula de Tai-Chi, regressando depois ao Vitória Clube de Lisboa, junto às instalações da Paróquia. A iniciativa termina com um almoço partilhado com o contributo dos participantes.

 

Participe na Caminhada Comunitária, inscrevendo-se directamente na Paróquia do Espírito Santo, através de rita.mendes@medicosdomundo.pt  ou do número 964 444 766.

 

 

Conheça o programa desta iniciativa:

 

9h00 - Recepção dos participantes e rastreios de saúde (colesterol, glicémia, Tensão arterial e IMC) – Instalações da Paróquia

 

10h00 - Partida da caminhada com destino ao Jardim da Alameda

 

11h00 - Aula de Tai-Chi (Jardim da Alameda)

 

11h30 - Regresso da Alameda até ao Vitória Clube de Lisboa (instalações ao lado da Paróquia)

 

12h30 - Almoço partilhado

 

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publicado às 16:33

Os portugueses já contribuíram com mais de 6 mil euros no âmbito da acção nacional de angariação de fundos a favor do Nepal promovida pela Delegação Portuguesa da Médicos do Mundo (MdM). A verba será utilizada para apoiar a missão da equipa de Espanha da MdM que se encontra no terreno.

 

Poucos dias após o terramoto que devastou o Nepal a 25 de Abril a Delegação Espanhola da MdM enviou uma equipa de profissionais para responder a algumas das principais prioridades. O trabalho destes profissionais decorre nas estruturas hospitalares já existentes no Nepal em duas regiões, na capital Katmandu e no Distrito de Ramechhap.

 

Para ajudar nesta missão e em solidariedade com a população atingida, a Delegação Portuguesa da Médicos do Mundo iniciou logo nos primeiros dias uma acção nacional de angariação de fundos que, até ao momento, já arrecadou mais de 6 mil euros. A iniciativa continua a decorrer e os donativos podem ser realizados através do NIB 0035 0551 00007722130 32.

 

No Centro Nacional de Traumatologia de Katmandu – onde deram entrada 200 doentes logo após o terramoto – especialistas espanhóis integram as equipas de traumatologia e cirurgia plástica nepalesas que apoiam as vítimas do sismo. A restante equipa da Delegação de Espanha encontra-se no hospital do Distrito de Ramechhap e nos centros de saúde da mesma região, situada a 4 a 5 horas de distância a leste de Katmandu.

 

Ramechhap é considerada uma das regiões prioritárias com necessidade de reconstrução das principais estruturas sanitárias. Aqui os profissionais da Médicos do Mundo têm como objectivo aumentar a capacidade de hospitalização e contribuir para o restabelecimento dos serviços de cuidados médicos.

 

Não deixe de participar na acção nacional de angariação de fundos que a Delegação Portuguesa da Médicos do Mundo está a promover.

 

Faça o seu donativo através do NIB 0035 0551 00007722130 32.

 

Contamos com todos nesta missão.

 

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Crédito foto: Médicos del Mundo

 

 

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publicado às 13:43

Mais de metade das grávidas observadas na Europa em 2014 pela Médicos do Mundo (MdM) não tinha acesso a cuidados pré-natais e apenas um terço das crianças tinha sido vacinada contra a papeira, sarampo e rubéola. Os dados fazem parte de um relatório que foi apresentado esta tarde em Londres pela Rede Internacional da MdM.

 

Apesar do direito das grávidas e crianças a cuidados de saúde constituir um dos direitos humanos mais básicos, universais e essenciais, mais de metade das grávidas observadas pela Médicos do Mundo em 2014 não tinha acesso a cuidados pré-natais. Apenas um terço das crianças observadas tinha sido vacinada contra a papeira, sarampo e rubéola. A Europa necessita de transformar o seu impressionante conjunto de recomendações referentes ao acesso universal à saúde em acções reais.

 

A Rede Internacional da Médicos do Mundo apresentou esta Segunda-feira, 18 de Maio, o seu mais recente Relatório Europeu “Acesso à Saúde pelas pessoas que enfrentam múltiplas vulnerabilidades nesta área. Obstáculos no acesso à saúde pelas crianças e grávidas na Europa”, durante uma conferência de Imprensa em Londres. O estudo é baseado em 41.238 consultas médicas e sociais com 22.171 indivíduos em nove países europeus em 2014.

 

O direito das grávidas e crianças à saúde é um dos direitos humanos mais básicos, universais e essenciais.

 

Este relatório indica que mais de metade (54.2%) das mulheres grávidas envolvidas no estudo não teve acesso a cuidados pré-natais. Larga maioria não teve qualquer acesso a cuidados de saúde (81%). Menos de 1% das mulheres grávidas migrantes (incluindo as cidadãs europeias) migraram devido a razões de saúde.

 

Impressionante também é o facto de apenas um terço (34.5%) das crianças observadas em toda a Europa ter sido vacinada contra a papeira, sarampo e rubéola e uma percentagem ligeiramente superior (42.5%) contra o tétano.

 

Praticamente todos os doentes observados (91.3%) viviam abaixo do limiar da pobreza. A larga maioria (84.4%) enfrentou, pelo menos uma vez, um acto de violência.

 

Quase dois terços (62.9%) dos doentes observados não dispunham de qualquer cobertura a nível dos serviços de saúde, sobretudo devido às leis restritivas que excluem determinados grupos. As barreiras ao acesso à saúde mais referenciadas foram a incapacidade de pagamento dos cuidados (27.9%) e problemas administrativos (22%). Em consequência disto, 22.9% dos doentes refere que a sua saúde física é (muito) má e, relativamente à saúde mental, este valor aumenta para 27.1%.

 

Os dados também afastam claramente o mito do turismo de saúde na Europa entre os migrantes carenciados: apenas 3% dos migrantes observados pela MdM migraram por razões de saúde. A média do tempo em que estes migrantes estavam a viver nos países abrangidos pelo estudo antes de consultarem a MdM foi de 6,5 anos e apenas 9.5% dos migrantes com doenças crónicas sabiam da sua condição antes de chegar à Europa.

 

Apesar dos políticos europeus cada vez mais reconhecerem os impactos da crise económica e das medidas de austeridade no acesso aos cuidados de saúde, na prática pouco mudou na vida das pessoas carenciadas. A MdM apela aos Estados-membros e instituições da União Europeia (UE) para que assegurem sistemas de saúde públicos universais baseados na solidariedade, igualdade e equidade, abertos a todos os que vivem num dos Estados-membros. Todas as crianças que residem na Europa devem ter total acesso aos programas nacionais de imunização e a cuidados pediátricos. Todas as grávidas devem ter acesso à interrupção da gravidez, cuidados pré e pós-natais e partos seguros.

 

Poucos migrantes indocumentados adoecem com gravidade na Europa, a maioria apenas muito depois da sua chegada. Estes devem ser protegidos da expulsão quando o acesso eficaz a cuidados de saúde adequados não pode ser assegurado no país que os pretende expulsar.

 

A MdM apela a todos os profissionais de saúde para que assegurem os cuidados a todos os doentes independentemente do seu estatuto ou das barreiras legais existentes, de acordo com a Declaração dos Direitos dos Doentes da Associação Médica Mundial.

 

Clique na imagem abaixo para aceder à versão em inglês do relatório.

 

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publicado às 20:34

Quer aprender mais sobre fotografia? Então venha participar no Workshop de Fotografia com o fotógrafo Fabrice Demoulin, no próximo domingo, 17 de Maio, pelas 15h. Com entrada gratuita, a iniciativa organizada pela Médicos do Mundo (MdM) insere-se na Semana do Desenvolvimento, a decorrer de 13 a 17 de Maio, no Fórum Lisboa.

 

Aprenda a captar melhores fotografias! Sem custos, sem comprar uma máquina melhor e sem complicações… De forma simples, eficaz e permanente!

 

Como? No workshop “Dicas de Fotografia” com Fabrice Demoulin, fotógrafo e voluntário da Associação Médicos do Mundo. Venha participar e reforçar as suas competências com o apoio deste fotógrafo com larga experiência nacional e internacional.

 

Dia 17 de Maio, às 15 horas, entrada GRATUITA.

 

Saiba mais sobre o fotógrafo Fabrice Demoulin em www.fabricedemoulin.com.

 

Para além do Workshop de Fotografia, no mesmo dia a Médicos do Mundo organiza ainda a Leitura do Conto “QUEM CONTA UM CONTO, AJUDA UM POUCO”, uma compilação de contos num contexto solidário, com a participação da Cláudia Semedo (11h), Embaixadora do Ano Europeu para o Desenvolvimento, e Sílvia Alberto (15h), Embaixadora da Médicos do Mundo.

 

Reflectir sobre as questões actuais do Desenvolvimento e promover um maior envolvimento dos cidadãos e cidadãs na construção de soluções para os problemas globais é objectivo da Semana do Desenvolvimento, uma iniciativa promovida pela Plataforma Portuguesa das ONGD em conjunto com as suas associadas, entre as quais também a MdM.

 

Clique aqui para saber mais sobre a Semana do Desenvolvimento.

 

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 Fabrice Demoulin 

 

 

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publicado às 16:31

Um novo terramoto de 7.3 graus atingiu o Nepal esta semana, agravando a situação provocada pelo primeiro sismo de 25 de Abril. As equipas da Médicos do Mundo (MdM) encontram-se bem, continuando a coordenar o trabalho com as autoridades nepalesas para ajudar a população. Entretanto, a MdM já anunciou o reforço dos meios materiais e humanos nas regiões mais afectadas.

 

Era meio-dia de terça-feira no Nepal quando um novo terramoto sacudiu o país. Desde 25 de Abril que foram sentidas numerosas réplicas e à população nepalesa resta apenas aprender o que fazer quando a terra treme. Sair rapidamente dos edifícios e colocar-se no meio da estrada reduz os riscos. Muitas pessoas dormem com um recipiente de água ao lado para poder detectar os sismos com maior rapidez e procurar um local seguro. E serão muitas as pessoas que vão dormir novamente a céu aberto para sentir menos insegurança, instalando-se em praças e parques das cidades e povoações afectadas por este novo terramoto.

 

Javier Arcos, membro da equipa da Delegação de Espanha da Médicos do Mundo no Nepal, conta o que viveu na capital: “Encontrava-me no centro de Katmandu, a sair do Ministério da Saúde quando o solo começou a sacudir com bastante violência, via-se todo o material urbano a mover-se com tanta força e as pessoas a correr. Pelo que pude ver no centro da cidade não existem grandes danos, não vi nenhum novo colapso de edifícios mas, pela intensidade do terramoto, a região das montanhas terá sofrido provavelmente danos importantes, embora seja cedo para dizê-lo”.

 

E assim foi. Uma dessas regiões remotas é Golche, a várias horas a pé da estrada mais próxima e onde está a trabalhar a Delegação de Espanha da Médicos do Mundo. Desde esta região, Marius Musca conta o que viveu: “O sismo foi muito forte e as réplicas que se seguiram também. A terra movia-se tanto que parecia que estávamos num barco. À nossa clínica em Golche começaram a chegar pessoas feridas”. Por sorte, tanto as infra-estruturas como o pessoal sanitário continuam operacionais e a população está a ser atendida.

 

 

Novo sismo terá provocado 2500 feridos

 

Segundo o último balanço do Governo do Nepal, este novo terramoto terá provocado 96 mortos e 2500 feridos. No Distrito de Ramechapp, a 200 km a sudeste de Katmandu, e cujo hospital ficou praticamente inutilizado a 25 de Abril, a situação está controlada dentro do possível. Os casos mais graves foram evacuados através de helicóptero para os hospitais mais importantes de Katmandu e o resto dos feridos estão a ser atendidos no próprio hospital de Ramechhap, em parte graças ao trabalho de recuperação desta unidade que esta equipa da MdM está a realizar desde há cerca de duas semanas.

 

Um desses centros especializados para onde estão a ser encaminhados os casos mais complexos é o Centro Nacional de Traumatologia do Hospital Bir em Katmandu, onde dois cirurgiões da equipa espanhola da MdM continuam a trabalhar com o pessoal médico nepalês desde o dia 3 de Maio.

 

Este novo terramoto também atingiu fortemente a área de intervenção da Delegação de França da Médicos do Mundo, no Norte do Distrito de Sindhupalchok. Nesta região muito isolada, a equipa francesa composta por cerca de 50 pessoas, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e profissionais de logística, está a trabalhar sem descanso há cerca de 15 dias e agora tem de enfrentar um novo fluxo de feridos e problemas logísticos acrescidos.

 

De forma a ajudar a população nepalesa a enfrentar mais esta dificuldade, a Delegação de França da Médicos do Mundo decidiu aumentar os recursos materiais e humanos em Sindhupalchok, Ramechhap e Katmandu para rapidamente disponibilizar os primeiros cuidados. A longo prazo a MdM irá ajudar a reconstruir e reforçar o sistema de saúde e outra equipa médica irá partir de Paris para o Nepal nas próximas horas.

 

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 Feridos no principal hospital de Katmandu.
Crédito foto: ©Quentin Top

 

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publicado às 12:54

A Médicos do Mundo (MdM), enquanto associada da Plataforma Portuguesa das ONGD, vai participar na Semana do Desenvolvimento que se realiza de 13 a 17 de Maio, no Fórum Lisboa. “O Desenvolvimento somos nós, todos e todas nós” é o tema desta iniciativa enquadrada nas comemorações do Ano Europeu para o Desenvolvimento.

 

Reflectir sobre as questões actuais do Desenvolvimento e promover um maior envolvimento dos cidadãos e cidadãs na construção de soluções para os problemas globais é objectivo da Semana do Desenvolvimento, uma iniciativa promovida pela Plataforma Portuguesa das ONGD em conjunto com as suas associadas, entre as quais também a MdM.

 

Com este evento pretende-se dar a conhecer ao público em geral o trabalho desenvolvido no sector do Desenvolvimento, nomeadamente pelas ONGD associadas da Plataforma, e, sobretudo, promover uma reflexão crítica sobre as questões do Desenvolvimento e criar oportunidades concretas para a mobilização dos cidadãos e cidadãs.

 

A Semana do Desenvolvimento procura também ser um espaço de capacitação para profissionais, não só das ONGD como de outros actores do Desenvolvimento (municípios, academia e outras organizações da sociedade civil, etc.), convidando-os a participar em seminários, workshops e tertúlias, mas também sessões de cinema, exposições e várias outras actividades de cariz cultural pensadas para todas as idades.

 

Saiba mais sobre esta iniciativa em www.semanadodesenvolvimento.pt.

 

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publicado às 10:57

As equipas das Delegações de França e Espanha da Médicos do Mundo continuam a desenvolver um intenso trabalho de apoio às populações nepalesas atingidas pelo terramoto de 25 de Abril. A equipa francesa já chegou junto das populações mais isoladas do Distrito de Sindhupalchok, enquanto dois especialistas espanhóis realizam intervenções nas áreas da traumatologia e cirurgia plástica em Katmandu.

 

A Delegação de França da Médicos do Mundo está a montar clínicas no Distrito de Sindhupalchok para prestar cuidados às populações mais isoladas em locais onde o sistema de saúde se encontra num estado de total colapso. Cerca de 90% dos centros de saúde do país - muitos neste distrito a leste de Katmandu – foram destruídos, deixando muitas pessoas sem cuidados médicos.

 

Uma equipa de 50 pessoas encontra-se a norte de Sindhupalchok para responder às necessidades da população, já incluindo psicólogos e profissionais médicos e cirúrgicos. A Solidarités International (SI) e a Fondation EDF estão a disponibilizar apoio aos responsáveis pela logística, equipamento e fornecimento de água, tão essenciais à ajuda médica.

 

O abastecimento através das estradas danificadas pelo terramoto a altitudes de mais de 3000 metros constitui um enorme desafio logístico. No entanto as equipas da Médicos do Mundo conseguiram estabelecer a primeira infra-estrutura médica perto da aldeia de Gloche, disponibilizando cuidados primários de saúde a cerca de 4000 pessoas na região. Infra-estruturas idênticas vão ser estabelecidas noutros locais do Distrito de Sindhupalchok para responder às necessidades do maior número possível de habitantes.

 

Segundo Joel Weiler, Director de Emergências da Delegação de França da Médicos do Mundo, “mitigar os efeitos do terramoto no sistema de saúde, através do uso de infra-estruturas móveis deverá levar entre três a seis meses. Mas restaurar o acesso a longo prazo a cuidados de saúde requer reconstruir não só os hospitais e centros médicos mas também voltar a colocar em funcionamento o sistema nacional de saúde. Em cada fase a Médicos do Mundo manterá o seu compromisso com a população nepalesa.”

 

 

Intervenções cirúrgicas complexas

 

Dois especialistas da Delegação de Espanha da Médicos do Mundo estão a realizar intervenções cirúrgicas, integrados na equipa do Centro Nacional de Traumatologia de Katmandu.

 

Muitos dos feridos foram estabilizados nas urgências mas não podiam ser operados devido ao colapso do sistema de saúde após o terramoto. Existem também casos de doentes que foram operados mas que sofreram posteriormente complicações, como infecções ou necroses, e necessitam de uma segunda intervenção cirúrgica que combine a traumatologia com a cirurgia plástica.

 

A comunidade médica nepalesa já alertou para o facto de muitas pessoas afectadas pelo terramoto poderem vir a enfrentar deficiências para o resto da vida se não forem tratadas a tempo, especialmente aquelas com lesões na médula espinal e pernas.

 

O Centro Nacional de Traumatologia tornou-se num dos centros mais relevantes no campo da cirurgia e traumatologia em todo o país após o terramoto. As equipas médicas nepalesas trabalham em conjunto com profissionais de outros países, entre os quais dois espanhóis especializados em cirurgia e traumatologia. O seu objectivo é disponibilizar cuidados adequados e monitorizar o tratamento do maior número possível de pessoas.

 

Em cerca de quatro dias, Javier Fernandez-Palacios e Felipe Noya, especialistas em traumotologia e cirurgia plástica da Delegação de Espanha da Médicos do Mundo, já participaram em mais de 20 intervenções cirúrgicas complexas. “Este é o tipo de cirurgia que habitualmente realizo quando trabalho em situações similares, casos muito raros de encontrar na nossa actividade diária em Espanha”, explica Javier Fernandez-Palacio.

 

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Distrito de Sindhupalchok
Crédito foto: ©Quentin Top

 

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Aldeia de Gloche
Crédito foto: ©Medecins du Monde

 

Veja aqui a galeria de fotos na nossa página Facebook.

 

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publicado às 13:42

Sabe que pode contribuir para a Médicos do Mundo (MdM) sem qualquer encargo adicional? Basta utilizar a consignação do IRS, preenchendo o campo 9 do anexo H (modelo 3) da declaração com o NIF 504 568 566. Com este acto simples estará a ajudar a Associação a garantir cuidados de saúde a que mais precisa.

 

A consignação do IRS é uma forma simples de ajudar a MdM e que não afecta o imposto a pagar ou a receber no final. Então como funciona? Simples, do imposto que pagou, o Estado irá entregar 0,5% à Associação. Mas para que isso aconteça não deve esquecer de o indicar na declaração.

 

Veja como proceder na imagem abaixo:

 

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Saiba mais aqui ou clique na imagem abaixo e assista ao programa “Agora é Nós” da RTP1, onde explicámos como funciona a consignação do IRS.

 

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publicado às 13:20

Para restabelecer o serviço de assistência médica no Distrito de Ramechhap, a 5 horas da capital nepalesa Katmandu, está no terreno uma equipa da Delegação de Espanha da Médicos do Mundo. O hospital local foi severamente danificado pelo terramoto e apenas estão operacionais 20% dos serviços.

 

Identificar as carências sanitárias mais urgentes para responder às necessidades da população é o objectivo do trabalho que está a ser desenvolvido pelos 7 profissionais especializados em urgências que compõem esta equipa da Delegação de Espanha da Médicos do Mundo.

 

Em Manthali, capital do Distrito de Ramechhap, a equipa constatou que os danos causados aproximam-se dos 15%. Severamente danificado, o hospital que serve a região tem apenas 20% dos seus serviços operacionais e o fornecimento de água e electricidade é irregular.

 

O laboratório, a maternidade, a sala de partos, o bloco operatório, as consultas externas ou até a recepção não se encontram a funcionar. Actualmente existem apenas 4 camas para efectuar as operações no único edifício do hospital que não ruiu, sendo insuficiente para acolher e tratar a população.

 

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Laboratório do Hospital de Ramechhap.
Crédito foto: Javier Acros/MdM

 

A Médicos do Mundo pretende aumentar a capacidade de hospitalização e contribuir para o restabelecimento dos serviços de cuidados médicos à população de Mantalhi.

 

O Hospital de Ramechhap situa-se a 1 hora da capital do Distrito, no alto de uma colina, à qual se acede com dificuldade em veículos todo-o-terreno. Antes do terramoto, a unidade prestava cuidados de saúde a uma população dispersa de 20 mil pessoas.

 

Veja abaixo os vídeos do trabalho que está a ser realizado por esta equipa no terreno:

 

 

 Crédito vídeos: Czuko Williams/Médicos del Mundo

 

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publicado às 17:47

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