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Corno de África

A intervenção da Rede Internacional da Médicos do Mundo

 

 

O Corno de África está a atravessar um período de seca sem precedentes, depois de duas estações consecutivas de chuvas impiedosas  (2010-2011).  Posto isto, as Nações Unidas estimam que, actualmente,  cerca de 12 milhões de pessoas são afectadas por uma crise alimentar.  A instabilidade na região, particularmente na Somália,   levou à chegada de dezenas de milhares de refugiados aos sobrelotados campos radicados no Etiópia e no Quénia. A Médicos do Mundo (MdM), mais concretamente a delegação francesa, está presente nos três países com conjunturas particularmente difíceis: Somália, Etiópia e Quénia. Equipas da MdM têm vindo a mobilizar-se no terreno de forma a assegurar a melhoria no acesso aos cuidados – de saúde, mas não só – destinados às populações deslocadas e populações locais. 

 

 crédito: Pino Gonzales 

  • No Quénia, a afluência de refugiados e o consequente aumento da procura por consultas médicas levaram a interrupções no fornecimento de cuidados.  Perante esta situação, a MdM executa um programa no Distrito de Dadabb, no leste do país, em estreita colaboração com a Associação WAHA (Mulheres e Aliança Saúde). Composto na grande maioria por pessoas dependentes da criação de gado e da produção de culturas agrícolas, o Distrito de Dadaab é fortemente afectado pela seca.  O objectivo do programa é melhorar o acesso aos cuidados no que toca às populações do distrito e campos de refugiados. Assim, será dada particular atenção às mulheres e crianças menores de cinco anos, aqueles que mais têm sofrido com o impacto da actual crise. Esta intervenção tem por intuito apoiar o hospital distrital Dadabb: reabilitação, fornecimento de medicamentos e equipamentos médicos, formação de pessoal médico e afins. Além disso, é igualmente fornecido apoio a 10 Centros de Saúde do Distrito Dadaab: renovação de instalações, aprovisionamento de medicamentos e equipamentos médicos, formação de pessoal médico, particularmente no que diz respeito às parteiras e aos agentes comunitários de saúde que focam o seu trabalho nas áreas da saúde sexual e reprodutiva, bem como da triagem nutricional.

 

  • Na Etiópia, equipas médicas encontram-se implantadas nos campos da MdMem Dolo Ado. Pretendem avaliar a situação e, posteriormente, iniciar as actividades terapêuticas e nutricionais junto dos refugiados somalis e das populações locais afectadas pela crise.

 

  • Na Somália, a MdM abriu em Bossaso, na região de Puntland, um projecto de assistência para mulheres e crianças pertencentes a populações deslocadas e também aos provenientes dos locais mais vulneráveis.  A acção da MdM conta com o apoio de cinco Centros de Saúde “Mãe e Filhos” já existentes, em colaboração com as autoridades e associações locais, enquanto se esforça para atender às necessidades ainda não contempladas.

 

 

 crédito: Humbert Ormieres

 

O apoio da MdM baseia-se em:

 

  • Fornecimento de medicamentos essenciais, vacinas e equipamentos;
  • Formação de pessoal médico e supervisão das práticas médicas, transferindo, desta forma,  competências para as estruturas locais.

 

As cerca de 10.000 mulheres grávidas e 40.000 crianças menores de cinco anos deslocadas que se estabeleceram em campos no coração da cidade devem beneficiar das actividades implementadas. Todas estas acções são definidas e conduzidas em coordenação com outras organizações humanitárias no terreno e com as autoridades de saúde dos países em causa.

 

crédito: Pino Gonzales

 

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publicado às 14:55


1 comentário

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De Anónimo a 24.08.2011 às 01:31

Esta é que é a verdadeira crise! A crise de uma era, em que uns têm tudo e são infelizes e outros nem direito têm ao bem mais essencial à vida, como a água! Uns ganham milhões com os seus super cérebros a desenvolver como criar riqueza especulativa, devastando tudo por onde se movimentam ... mas estes super cérebros não ativam um neurónio que seja para, arranjar soluções para estes povos que na era das novas tecnologias morrem à fome e à sede e só porque vivem em sitios que há muito nenhum ser humano devia viver!

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