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No âmbito do Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos, que se celebra no próximo dia 18 de Outubro, a Médicos do Mundo associa-se à campanha “Norte em Rede Contra o Tráfico de Seres Humanos”, promovida pela Rede Norte de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico, com o objectivo de alertar e sensibilizar para esta realidade.

 

A campanha desafia todos a utilizarem uma imagem simbólica de uma matrícula para assinalar a necessidade de alerta e denúncia deste crime. Pela defesa dos direitos humanos fundamentais e contra todo o tipo de violência associado ao fenómeno do Tráfico de Seres Humanos, pretende-se que, nos vários distritos e localidades do Norte do país, a imagem circule nos veículos, seja visível no máximo de locais possível e partilhada através das redes sociais.

 

Portugal é actualmente país de destino para a exploração de mulheres, homens e crianças vítimas deste crime mas também de trânsito e de origem. Assim, não agir no sentido da informação dos portugueses para o combate e prevenção desta realidade não é uma opção.

 

A Rede Regional do Norte de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos é um conjunto de organizações governamentais e não-governamentais que se constituem parceiras desde Dezembro de 2003, com o objectivo de alertar e sensibilizar para a realidade do Tráfico de Pessoas.

 

O Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos foi lançado pela Comissão Europeia em Outubro de 2007 e pretende promover a sensibilização do público em geral e dos governos europeus em particular, para a grave violação dos direitos humanos que constitui o crime de tráfico de seres humanos.

 

Clique aqui e saiba mais sobre esta campanha na página Facebook da Rede Norte de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico.

 

Participe na iniciativa, colocando a imagem abaixo no seu veículo ou partilhando-a com os seus contactos através das redes sociais.

 

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publicado às 13:02

Médicos do Mundo realiza Campo de Férias

por Médicos do Mundo, em 02.10.15

Jovens do projecto “Like ME”, desenvolvido pela AstraZeneca e implementado pela Médicos do Mundo na área da saúde mental, participaram num campo de férias entre 1 e 3 de Setembro, no Zmar Eco Campo, no Litoral Alentejano. Jogos, contacto com a natureza, contributo para o Manual de Boas Práticas do projecto e gravação de uma mini-série foram algumas das actividades desenvolvidas.

 

O campo de férias reuniu 40 jovens de 10 projectos do “Programa Escolhas”, inseridos no “Like ME”, provenientes dos Concelhos de Lisboa (projectos “Claquete-E5G”, “Entrelaços, és Capaz!-E5G”, “Fazer a Ponte-E5G” e “Sementes a Crescer-E5G”), Loures (projectos “Envolve-te Nesta Oportunidade-E5G” e “Esperança-E5G”), Amadora (projectos “BRAVE-E5G” e “A Rodar-E5G”) e Oeiras (projectos “EnTreCul-E5G” e “Embarca-E5G”). A estes juntaram-se ainda 14 monitores, 3 dos quais voluntários da AstraZeneca.

 

Ao longo dos três dias os jovens tiveram a oportunidade de conhecer os colegas participantes no “Like ME”, desfrutar da piscina, piscina de ondas, jogos e de estar em contacto com a natureza.

 

Mas, nem tudo foi brincadeira… realizaram também actividades de muita responsabilidade. No segundo dia os jovens deram o seu contributo para o Manual de Boas Práticas do “Like ME”, que pretende ser de fácil compreensão e aplicação dos temas do projecto pelos educadores de pares.

 

Ainda no mesmo dia, com a colaboração da Help Images, os jovens gravaram os episódios da mini-série com as 7 temáticas do “Like ME”: Direitos Humanos, Multiculturalidade, Prevenção de Comportamentos de Risco – Dependências, Transtornos Alimentares, Sexualidade, Prevenção da Violência - Bullying, Relacionamento Interpessoal, Desenvolvimento Psicossocial e Auto-estima. Estes episódios pretendem retratar as situações vivenciadas pelos jovens, assim como deixar a mensagem da atitude/comportamento mais assertivo.

 

A alegria e os sorrisos dos jovens foram uma constante durante o campo de férias, assim como o pequeno nervosismo e responsabilidade durante a gravação da mini-série.

 

A equipa da Médicos do Mundo agradece a todos os participantes na iniciativa.

 

Clique aqui para saber mais sobre o projecto “Like ME”.

 

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 Crédito foto: ©Fabrice Demoulin

 

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Crédito foto: ©Fabrice Demoulin

 

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Crédito foto: ©Fabrice Demoulin

 

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 Crédito foto: ©Fabrice Demoulin

 

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 Crédito foto: ©Ana Vaz

 

 

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publicado às 11:04

Estão abertas as inscrições na V CorridaSolidária, um projecto da Médicos do Mundo (MdM) que, desde 2007, desafia a comunidade a organizar corridas, marchas ou caminhadas, com um duplo objectivo: reflectir sobre o tema da edição, “Educação para a Cidadania Global”, e angariar fundos para apoiar as populações mais vulneráveis, através de projectos da MdM.

 

Mais de 330 mil pessoas de todos os Distritos, incluindo Ilhas, participaram nas quatro edições da CorridaSolidária que, através dos fundos angariados, já apoiou crianças em Moçambique (2007); crianças, jovens e adultos em Timor-Leste e Portugal (2010); jovens em S. Tomé e Príncipe e população idosa de Portugal (2011/2012); e as Equipas de Rua da MdM em Portugal e o projecto em Moçambique na área da prevenção do VIH e SIDA (2012/2013).

 

Nesta quinta edição, subordinada ao tema “Educação para uma Cidadania Global”, para além das escolas, a MdM alarga o desafio a toda a comunidade, como empresas, autarquias, associações, instituições e a todos aqueles que desejem participar. As inscrições para V CorridaSolidária decorrem até ao final de Novembro e o lançamento oficial realiza-se no Dia Mundial da Saúde 2016, assinalado a 7 de Abril. Todas as iniciativas podem ser realizadas até ao final do ano lectivo 2015/2016.

 

Para participar, cada entidade deverá inscrever-se em https://pt.surveymonkey.com/r/corridasolidaria, recebendo gratuitamente todo o material de apoio. Depois é só indicar a data preferencial para a sua entidade e organizar criativamente uma corrida, marcha ou caminhada (ou outra qualquer actividade de carácter desportivo ou solidário), aliando a iniciativa à reflexão sobre o tema da edição. Não existem distâncias mínimas ou máximas, nem limite de tempo, todos podem participar de acordo com as suas possibilidades. A equipa da MdM estará disponível para apoiar todas as entidades na organização da actividade.

 

Como se angariam os fundos? Simples, cada participante individual contribui com um donativo – de acordo com as suas possibilidades, podendo ser um valor reduzido, como por exemplo 1€ - ou poderá procurar um "patrocinador" que também contribui com uma determinada quantia em dinheiro. Os fundos angariados revertem para a MdM continuar a sua missão de prestar cuidados básicos de saúde gratuitos às populações vulneráveis.

 

Saiba mais sobre a V CorridaSolidária e sobre o projecto Corrida Solidária.

 

Vídeo de apresentação da V CorridaSolidária

 

Mais informações através do telefone 213 619 526, do 962095812 ou do endereço de correio electrónico vcorridasolidaria@medicosdomundo.pt.

 

Contamos consigo.

Juntos podemos fazer a diferença.

 

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publicado às 16:30

A Médicos do Mundo (MdM) vai estar presente no 3º Encontro “Conhecimento e Cooperação”, organizado pela Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas (INA). A iniciativa decorre a 17 de Setembro, no Auditório da Torre do Tombo, em Lisboa.

 

“Médicos do Mundo: o trabalho, nacional e internacional, em prol do Desenvolvimento na área da Saúde” é o tema da intervenção que o Dr. Fernando Vasco, Vice-Presidente da MdM, realiza, pelas 16h45, no âmbito desta iniciativa, cujas primeiras edições tiveram lugar em 2011 e 2013.

 

Com o Encontro “Conhecimento e Cooperação, o INA pretende reforçar as capacidades das pessoas e das organizações que se dedicam à gestão e execução de programas e projectos no âmbito da Cooperação para o Desenvolvimento, criando um espaço de partilha de experiências e de informação entre Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), empresas, autarquias, organismos da Administração Pública e peritos, para além de outros intervenientes.

 

A participação é gratuita, sendo obrigatória a inscrição que poderá ser realizada através do formulário online.

 

Consulte aqui o programa do encontro ou obtenha mais informações, acedendo às páginas do INA: site, Facebook e YouTube.

 

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publicado às 17:42

Com o objectivo de criar um Código de Ética e Conduta para as Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), realiza-se a 24 de Setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a II Oficina de Conhecimento. A iniciativa é organizada pelo Grupo de Trabalho de Ética da Plataforma Portuguesa das ONGD, do qual a Médicos do Mundo (MdM) faz parte, juntamente com os Parceiros do Mecanismo de Apoio à Elaboração de Projectos de Cooperação.

 

A II Oficina do Conhecimento: Código de Conduta – Processos e Metodologias constitui um momento de discussão, reflexão e troca de experiências entre as várias organizações e parceiros, sobre processos, métodos e práticas de construção de um Código de Conduta, com vista a um compromisso futuro.

 

Pretende-se que este Código seja amplamente reconhecido como uma boa prática e se torne uma ferramenta analítica para a tomada de decisões e definição das políticas organizacionais.

 

A sessão de abertura realiza-se pelas 10h, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, seguindo-se, às 10h30, a intervenção de Fiona Coyle, Representante da Dóchas – The Irish Association of Non-Governamental Development Organizations. A partir das 14h30 tem início a Oficina de Trabalho, uma sessão exclusiva para as associadas da Plataforma das ONGD.

 

Para participar deve inscrever-se, preenchendo o formulário até ao próximo dia 21 de Setembro.

 

Consulte o programa aqui.

 

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publicado às 16:37

Encerramento da consulta de IST no Checkpoint Lx

por Médicos do Mundo, em 25.08.15

A Delegação Portuguesa Médicos do Mundo, Organização Não Governamental para o Desenvolvimento, vem publicamente solidarizar-se com a sua congénere e parceira GAT (Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA) face ao vergonhoso não financiamento por parte do Ministério da Saúde, da consulta de ISTs (Infecções Sexualmente Transmitidas) que existia no Checkpoint Lx, especialmente dirigida a homens gay e outros homens que têm sexo com homens, e que levou ao seu encerramento.

 

Esta acção ignora a excelente performance desta consulta, cujos procedimentos e resultados são reconhecidos a nível internacional e terá um forte impacto negativo na população muito vulnerável que servia. Esta população, em Portugal, apresenta incidência e prevalência elevadas de ISTs, com particular relevo para a infecção pelo VIH. Uma situação que constitui um gravíssimo atentado à Saúde Pública.

 

Este tipo de acções demonstra a pouca valorização do papel das ONGs por parte dos nossos governantes nacionais, bem como a pouca atenção que as populações vulneráveis lhes merecem. Esta “pretensa poupança” consistente com uma visão imediatista, retrógrada, tecnicamente desaconselhada e desfasada da realidade revelar-se-á, a médio, longo prazo, através de impactos negativos no SNS com custos substancialmente superiores àqueles que resultam de políticas que se caracterizam por acções de proximidade como era o caso desta consulta.

 

O recente comunicado da ARSLVT, em que se diz estarem a ser feitos esforços para resolver a situação demonstra não só que o enquadramento legal para estas situações é muito limitativo mas também que, face a problemas tão graves, há demoras difíceis de explicar.

 

Apelamos ao Sr. Ministro da Saúde para que reveja esta decisão e que mande proceder à rápida reposição do financiamento retirado.

 

(Direcção da Médicos do Mundo)

 

 

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publicado às 12:34

Com o objectivo da detecção precoce e prevenção do VIH/SIDA e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), o projecto “Porto Escondido” da Médicos do Mundo (MdM) conseguiu chegar, em um ano, a mais de 800 pessoas. Mas para continuar, a MdM necessita de ajuda, tendo lançado uma campanha de angariação de fundos.

 

“Com a sua ajuda este Porto deixa de estar Escondido” é o mote desta campanha a favor do “Porto Escondido”, um projecto de apoio a grupos populacionais vulneráveis em risco de exclusão social e que, até agora, já chegou aos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia e Vila do Conde.

 

Para continuar a acompanhar os actuais beneficiários e alcançar outros a quem ainda não foi possível ajudar, a MdM necessita do apoio de todos. E porque “juntos, chegamos a um bom porto”, o seu contributo pode fazer a diferença. Os donativos podem ser realizados através do site www.portoescondidomdm.pt/ndoadores.

 

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Resultados e actividades do projecto “Porto Escondido”

 

O projecto “Porto Escondido” pretende, entre Julho de 2015 e Julho de 2017, contribuir para a diminuição da transmissão do VIH nestas populações, disponibilizando acções de educação, acesso a meios de prevenção, tais como preservativos e troca de seringas, e de diagnóstico, assim como referenciação adequada e apoio social.

 

Testemunho de Jorge Garcez

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   Crédito foto: ©MdM

 

“Fui abandonado pelos meus pais à nascença e vivi sempre institucionalizado.
Aos 15 anos, entrei nas drogas e estive preso por tráfico.
Depois, tornei-me sem-abrigo, situação em que vivi durante seis anos, com consumos de álcool, até que a Médicos do Mundo me retirou da rua e me ajudou a criar condições para integrar diversos projectos. Fiz formação de primeiros socorros, curso de iniciação à fotografia e curso de hotelaria, de forma a dar início à minha autonomia. Integrei também o projecto de Guia Turístico, da Plataforma +Emprego, no qual ainda participo.
Neste momento, integro a equipa da Representação Norte da Médicos do Mundo, no projecto Porto Escondido, na função de Educador de Pares.
Este é o meu testemunho na primeira pessoa, do qual muito me orgulho, tendo como pano de fundo a Médicos do Mundo.”

 

Clique na imagem abaixo para donativos ou mais informações: 

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Crédito foto: ©António Neiva

 

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publicado às 10:20

Continua a subir o número de pessoas que necessita de ajuda urgente no acampamento de refugiados em Calais, França, onde a Médicos do Mundo (MdM), através da Delegação Francesa, montou uma operação de emergência no início de Junho. Para além do aumento do número de migrantes no local, registam-se graves problemas de saúde e casos de morte que poderiam ser evitados.

 

Apesar dos dados mais recentes apontarem para 3000 migrantes concentrados em Calais, com o objectivo de tentarem a travessia do Canal da Mancha, rumo ao Reino Unido, este número já poderá ser superior a 5000. Vêm sobretudo da Etiópia, Eritreia, Sudão, Somália, Afeganistão e da Síria, fogem das guerras, da violência e da fome, e partem à procura de melhores condições de vida.

 

Para fazer face a esta situação, a operação de emergência, montada pela MdM no acampamento improvisado, integra um posto de saúde, com médicos, enfermeiros, psicólogos, tradutores e mediadores, entre outros, num total de 25 profissionais. Foi ainda realizada uma intervenção ao nível da distribuição de água e de instalações sanitárias.

 

Actualmente existem apenas 30 casas de banho para 3000 migrantes (número oficial) – segundo as normas humanitárias internacionais deveriam ser 1 para cada 20 pessoas – e, durante muito tempo, não houve água no local. Esta situação foi entretanto corrigida com a colocação de torneiras em diferentes áreas do acampamento.

 

Por não ser um campo oficial, não existem tendas, utensílios de cozinha ou cobertores provenientes da ajuda aos refugiados das Nações Unidas ou de outras organizações humanitárias. Os abrigos são construídos a partir de madeiras, lonas e sacos plásticos doados por voluntários de Calais.

 

A agravar a situação, são cada vez mais os detritos por todo o acampamento que provocam um cheiro desagradável. Em declarações à Imprensa Internacional, Jean-François Corty, Director de Operações da Delegação Francesa da MdM, descreveu o campo como sendo uma “favela tolerada”.

 

 

Graves problemas de saúde

 

Para além dos múltiplos ferimentos causados pelas tentativas, quase diárias, de travessia do Canal da Mancha, os migrantes enfrentam ainda doenças relacionadas com a pobreza e as condições precárias. Nas últimas 10 semanas já morreram 10 migrantes e, segundo descreveu à Imprensa Chloé Lorieux, voluntária da MdM, uma grávida perdeu o bebé quando tentava subir para um comboio.

 

Muitos dos que tentam efectuar a travessia acabam por voltar ao campo com ferimentos provocados pelo arame farpado das vedações de segurança ou pelos bastões dos agentes policiais, os quais ainda utilizam cães e gás lacrimogéneo para dispersar os migrantes. Outros chegam com fracturas ósseas, em consequência da tentativa de subida para os comboios e camiões que atravessam o Eurotúnel.

 

Em termos de doenças, a maioria dos casos está relacionada com a precariedade das condições no local. De acordo com Jean-François Corty, registam-se casos frequentes de sarna, infecções respiratórias e da pele, e situações graves de diarreia.

 

A situação é ainda mais chocante porque muitas das mortes poderiam ser evitadas. A maioria são jovens e, cada vez mais, mulheres. Ainda segundo o Director de Operações da Delegação Francesa da MdM, estima-se existir mais de uma centena de mulheres e crianças a viver fora da área de segurança que precisam de maior protecção. Para o responsável da MdM, é urgente discutir, na Europa, a forma como lidar com este crescente desespero dos migrantes.

 

 

Acompanhe aqui toda a intervenção da Delegação Francesa da MdM na região de Calais, através de um site dedicado exclusivamente ao assunto.

 

Também pode aceder aqui à notícia publicada anteriormente.

 

 

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Acampamento de migrantes em Calais
Crédito foto: ©MdM

 

 

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publicado às 10:42

A solidariedade dos portugueses permitiu a recolha de mais de 10 mil euros a favor da população do Nepal, no âmbito da acção nacional de angariação de fundos promovida pela Delegação Portuguesa da Médicos do Mundo (MdM). Obrigado a todos os que contribuíram para esta importante causa.

 

Imediatamente após a crise sísmica que atingiu o Nepal há uns meses, a MdM, através das Delegações de Espanha e de França, deslocaram para o terreno equipas médicas e várias toneladas de equipamento necessário ao apoio à população daquele país asiático.

 

Para ajudar nesta missão, e em solidariedade com o povo nepalês, a Delegação Portuguesa da MdM organizou logo nos primeiros dias uma acção de âmbito nacional para angariação de fundos que conseguiu, com a solidariedade de todos, atingir os 10.050,21 euros.

 

O valor arrecadado será agora aplicado na intervenção que a Delegação Espanhola da MdM está a realizar no Nepal, para onde deslocou várias equipas de profissionais.

 

 

A resposta à emergência

 

Três dias após o primeiro terramoto, uma equipa da Delegação Espanhola da MdM chegou ao Nepal para garantir as necessidades mais urgentes em termos de cuidados de saúde. Um cirurgião plástico e outro da área da traumatologia realizaram, em coordenação com os profissionais locais, 34 operações cirúrgicas complexas no Centro Nacional de Traumatologia do Hospital de Bir, uma das unidades de referência de Katmandu.

 

A outra parte da equipa, com funções mais logísticas, concentrou a sua actividade no distrito de Ramechhap, a 200 km da capital. Na região, para além do trabalho com o pessoal local, foram identificadas as principais necessidades: tendas e fornecimento de água, de electricidade e de material médico, já que 85% do hospital se encontrava destruído. Foram doados equipamentos básicos para garantir o fornecimento de energia, kits com medicamentos e material traumatológico, assim como tendas de campanha.

 

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Localização das equipas da Delegação Espanhola da MdM
Mapa: ©Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA)

 

Os terramotos de 7,8 graus na escala de Richter, a 25 de Abril, e de 7,2 graus, a 12 de Maio, causaram a morte de cerca de 9 mil pessoas e provocaram mais de 22 mil feridos. Foram afectados 5,6 milhões de pessoas e registaram-se avultados danos materiais, sobretudo nos distritos que rodeiam Katmandu.

 

 

As actuais prioridades

 

Actualmente as prioridades são a reconstrução e o reforço das capacidades da sociedade nepalesa. Assim, a intervenção da Delegação Espanhola da MdM centra-se agora em três âmbitos: reconstrução das infra-estruturas do Hospital de Ramechhap e melhoria do bem-estar psicossocial da população e da saúde materno-infantil.

 

No Hospital de Ramechhap, a máxima prioridade é a construção de estruturas semi-permanentes. A equipa de Espanha realizou já uma avaliação das infra-estruturas e propôs um projecto de reconstrução do hospital, que será iniciado dentro em breve.

 

Na melhoria do bem-estar psicossocial, está a ser disponibilizada ajuda psicológica ao pessoal dos centros de saúde sobre vulnerabilidade e stress após eventos traumáticos e formação aos profissionais de saúde e educação, assim como a elementos da comunidade. Já no campo da saúde materno-infantil, a intervenção tem como objectivo a melhoria da situação precária do acesso a serviços de qualidade.

 

Recorde-se que a Rede Internacional da Médicos do Mundo já se encontrava no Nepal antes da crise sísmica. A Delegação Francesa está no país há 8 anos a desenvolver projectos de defesa e protecção do direito à saúde no distrito de Sindhupalchok.

 

Após a fase de emergência, a equipa de França mantém clínicas móveis para assegurar cuidados primários à população deste distrito e projecta participar na reconstrução de 25 instalações de saúde, na reabertura do programa materno-infantil e na reactivação de cooperativas de mulheres com quem já trabalhava antes do terramoto.

 

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Crédito foto: ©Czuko Williams

 

 

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publicado às 15:10

Vem aí a V edição da “CorridaSolidária”, um projecto da Médicos do Mundo (MdM) que já contou com milhares de participantes em todo o país. Inscreva-se e participe na iniciativa! Este ano a “CorridaSolidária” terá como tema “Educação para uma Cidadania Global” e o seu lançamento oficial será a 7 de Abril de 2016, Dia Mundial da Saúde.

 

Despertar a consciência para as questões relacionadas com a Educação para o Desenvolvimento e angariar fundos para os projectos da MdM são os objectivos da “CorridaSolidária”, um projecto aberto à sociedade, em que todos podem participar: escolas, empresas, autarquias e associações, entre muitos outros.

 

No âmbito da “Corrida Solidária” podem ser organizadas corridas, marchas ou caminhadas, aliando a iniciativa à reflexão sobre o tema desta edição. Cada participante individual contribui com um donativo ou poderá procurar um “patrocinador” que também contribui com uma determinada quantia em dinheiro. O valor angariado é depois entregue à MdM para atribuição aos projectos seleccionados em cada edição.

 

Até agora, os fundos angariados pelo projecto “CorridaSolidária” já apoiaram as crianças de Moçambique (I “CorridaSolidária”, 2007); as crianças, jovens e adultos de Timor-Leste e Portugal (II “CorridaSolidária”, 2010); os jovens de S. Tomé e Príncipe e a população idosa de Portugal (III “CorridaSolidária”, 2011/2012); e as Equipas de Rua da MdM em Portugal e o projecto em Moçambique na área da prevenção do VIH e SIDA (IV “CorridaSolidária”, 2012/2013). Fique atento para conhecer onde serão aplicados os fundos recolhidos na V edição.

 

Saiba mais aqui sobre a V “CorridaSolidária”.

 

Vídeo teaser da V CorridaSolidária

 

 

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publicado às 14:40


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