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Apelo à Síria - Nós Médicos do Mundo recusamos...

por Médicos do Mundo, em 31.07.12

Na Síria, o surto de violência afecta a população civil visando os feridos, o pessoal médico e as estruturas sanitárias. 
Nós, Médicos do Mundo, lembramos que em período de guerra, existem regras de direito internacional, que todos os autores do conflito devem respeitar para minimizar os efeitos da guerra, incluindo o respeito pela missão médica e a sua deontologia. 
Hoje, na Síria a medicina é instrumentalizada e por vezes é mesmo utilizada como uma arma: profissionais da saúde assassinados e torturados, hospitais inacessíveis aos feridos que temem represálias, entraves constantes à ajuda médica nos hospitais e nas zonas bombardeadas e sitiadas. A violência contra os civis não tem limites: estima-se 19.000 mortos, milhares de pessoas presas, além de centenas de pessoas deslocadas ou refugiadas e quantos feridos sem assistência? Embora pareça demasiado chocante, é esta a verdadeira face deste conflito. 


Perante esta terrível constatação, e embora o acesso às vitimas esteja limitado, é nosso dever denunciar com toda a força esta situação e responsabilizar todos os actores deste conflito.


Hoje parece-nos importante lembrar várias evidências que estão esquecidas e lançar este apelo: 


▪ Nós, Médicos do Mundo, recusamos que civis, mulheres e crianças, sejam bombardeados e mortos. 
Em período de guerra, todos os civis devem ser protegidos. 


▪Nós, Médicos do Mundo, recusamos que os médicos sejam torturados e assassinados, pela simples razão de quererem tratar dos feridos. 
Em período de guerra os médicos e o pessoal de saúde devem ser protegidos. 


▪ Em período de guerra, os feridos devem ser protegidos, os hospitais devem ser santuários e os médicos devem poder tratar dos seus feridos. 
Nós, Médicos do Mundo, recusamos que a acção médica seja travada e que as equipas de auxílio sejam alvo de violência e de ataques. 
Em período de guerra o acesso aos feridos e à população deve ser facilitada a todos os profissionais de saúde.

 
▪ Nós, Médicos do Mundo, lembramos, por último, que em qualquer circunstância, em qualquer lugar e sem discriminação todos os indivíduos têm o direito a receber uma ajuda médica. 
O artigo 3, comum às quatro Convenções de Genebra, aplicável aos conflitos armados não internacionais, enuncia em que consiste o mínimo do tratamento humano. 


Na Síria, como em qualquer outro lugar, existem regras do direito internacional que todos os actores do conflito têm que respeitar. 

Passe o nosso apelo! 


 

 


publicado às 12:34



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